Fabula do Besouro e da Borboleta

Posted On: Seg, 2013-07-08 23:20 by webmaster

Um besouro rola-bosta vivia sua vida simples a fazer pequenas bolas de esterco e sofria sempre, em uma tristeza extrema,ao saber que sua vida nada mais era que carregar e enrolar excrementos de um lado para o outro e que nada mais lhe restava.
Um dia, uma Borboleta linda e azul, voando perto das flores aonde o besouro rolava sua bosta, chamou a sua atenção pela alegria com que voava e porque conseguia sugar o néctar das mais belas flores.
O besouro, então, perguntou à Borboleta que voava muito alto para ouvir sua voz:
- Como você consegue voar com tanta alegria e viver do néctar das flores e eu vivo rolando bosta?
A Borboleta sem ouvir direito o que o besouro dizia, por pura bondade, voou mais baixo e pediu ao besouro para repetir a pergunta.
O besouro envergonhado por ter em suas patas um monte de esterco repetiu a pergunta se desculpando pela bosta em que vivia.
A Borboleta, ainda voando, mas agora perto do chão, respondeu:
- Fui ovo, lagarta, pupa e hoje sou uma borboleta azul. Nunca perdi a esperança.
O besouro consternado respondeu que seu ciclo de vida só o faria rolar bosta.
A Borboleta então disse que não poderia nunca fazê-lo outra coisa que não um besouro rola-bosta, mas poderia mostra a ele como abrir sua couraça e ensiná-lo a voar.
O besouro então respondeu que ele voava em oito aproveitando o vento.
E a Borboleta então falou:
- Voas, mas porque és feito para isso. Voas do jeito que pode. Mas, podes voar além do que és e para além do que fostes criado, basta querer e ter alguém para te ensinar.
O besouro então pediu ajuda à Borboleta para poder ser um pouco mais do que sua natureza lhe impunha e a Borboleta voltou a lhe dizer:
- Fui ovo, pupa e mal sabia que viraria uma Borboleta azul, mas hoje sou mais que uma simples Borboleta, sou vida. Você é, acima de tudo, vida, mesmo passando sua existência virando esterco. Debaixo de sua couraça há asas e isso é tudo. Não vais voar como eu, mas voarás, e eu te ensinarei.
O tempo se passou e o besouro continuava rolando seu esterco, mas quando ninguém estava vendo ele abria sua couraça e voava, não mais em oito e pelo vento, mas por que aprendeu que podia ser mais um pouquinho do que aquilo que sua natureza lhe impunha.
A Borboleta lhe ensinou que nada é na vida só aquilo que podemos ser, mas o que queremos.

... e... quando você por Pollyanna (não verificado(a))